terça-feira, 25 de março de 2008

Wolfgang Amadeus Mozart

Wolfgang Amadeus Mozart nasceu a 27 de Janeiro de 1756 na cidade de Salzburgo, na Áustria. O último dos 7 filhos de Leopold Mozart e Anna Maria Pertl Mozart, foi baptizado um dia depois, na Catedral de São Ruperto, com o nome de Johannes Chrysostomus Wolfgangus Theophilus Mozart. Mozart passou a vida a mudar a forma como se chamava e a forma como era chamado pelos outros.

Fez, mais tarde,modificações ao seu nome, em especial o nome do meio, "Theophilus". Só em raras ocasiões usou a versão latina deste nome, "Amadeus", que hoje se tornou a mais vulgar. Preferia a versão francesa Amadé ou Amadè. Usou também as formas italiana "Amadeo" e alemã "Gottlieb".

Mozart foi uma criança prodígio. Filho de uma família musical burguesa, começou a compor minuetos para cravo com a idade de cinco anos. O seu pai Leopold Mozart foi também compositor, embora de menor relevo. Algumas das primeiras obras que Mozart escreveu enquanto criança foram duetos e pequenas composições para dois pianos, destinadas a serem interpretadas conjuntamente com sua irmã, Maria Anna Mozart, conhecida por Nannerl.

Em 1763 o seu pai levou-o, conjuntamente com a sua irmã Nannerl, numa viagem pela França e Inglaterra. Em Londres, Mozart conheceu Johann Christian Bach, último filho de Johann Sebastien Bach, que exerceria grande influência em suas primeiras obras.

Entre 1770 e 1773 visitou a Itália por três vezes. Lá, compôs, com apenas 14 anos, a ópera Mitridate Re di Ponto que obteve um êxito apreciável. A eleição, em 1772, do conde Hieronymus Colloredo como arcebispo de Salzburgo mudaria esta situação. A Sociedade da Corte vienense implicava com a origem burguesa e os modos de Mozart, e Colloredo não admitia que um mero empregado, que era o estatuto dos músicos, nessa época, passasse tanto tempo em viagens ao estrangeiro. O resto dessa década foi passado em Salzburgo, onde cumpriu os seus deveres de "Konzertmeister" (mestre de concerto), compondo missas, sonatas de igreja, serenatas, divertimentos e outras obras. Mas o ambiente de Salzburgo, cada vez mais sem perspectivas, levava a uma constante insatisfação de Mozart com a sua situação.

Em 1781, Colloredo ordena a Mozart que se junte a ele e à sua comitiva em Viena. Insatisfeito por ser colocado entre os criados, pediu a demissão. A partir daí passa a viver da renda de concertos, da publicação das suas obras e de aulas particulares, sendo pioneiro nessa tentativa autónoma de comercialização da sua obra. Inicialmente tem sucesso, e o período entre 1781 e 1786 é um dos mais prolíficos da sua carreira, com óperas (Idomineo e O Rapto do Serralho), as sonatas para piano, música de câmara e, principalmente, com uma deslumbrante sequência de concertos para piano. Em 1782 casa, contra a vontade do pai, com Constanze Weber, cantora lírica por quem Mozart se apaixonara poucos anos antes.

Em 1786, compõe a primeira ópera em que contou com a colaboração de Lorenzo da Ponte: As Bodas de Fígaro. A ópera fracassa em Viena, mas faz um sucesso tão grande em Praga que Mozart recebe uma encomenda de uma nova ópera. Esta seria Don Giovanni, considerada por muitos a sua obra-prima. Mais uma vez, a obra não foi bem recebida em Viena. Mozart ainda escreveria Così Fan Tutte, com libreto de Da Ponte, em 1789, esta seria a sua última colaboração com este librettista.

A partir de 1786 a sua popularidade começou a diminuir junto do público vienense, o que agravaria a sua condição financeira. Isso não o impediu de continuar a compor obras-primas, como Quintetos de cordas e Sinfonias, mas nos seus últimos anos a sua produção declinou devido a problemas financeiros, à precariedade da sua saúde e da sua esposa Constanze.

Em 1791 compõe suas duas últimas óperas (A Flauta Mágica e A Clemência de Tito), o seu último concerto para piano e o concerto para clarinete em lá maior. Na primavera desse ano, recebe a encomenda de um Requiem. Contudo, trabalhando noutros projetos e com a saúde cada vez mais enfraquecida, morre a 5 de Dezembro, deixando a obra inacabada (há uma lenda que diz que o Requiem estaria sendo composto para tocar em sua própria missa de sétimo dia). Será completado por Franz Süssmayr, seu discípulo. Mozart é enterrado numa vala comum, em Viena.


Alberto Velez Grilo

Foto: Wikipedia
Texto baseado em artigos da Wikipedia

4 comentários:

Ricardo disse...

Quero desejar as maiores felecidades ao programa como aos apresentardores, mas principalmente ao apresentador da rúbrica Alberto Grilo. É com uma enorme alegria que lhe digo que gostei imenso da pessoa de quem falou hoje. Pois Mozart foi um dos grandes compositores de todos os tempos, pois Amadeus Mozart, uma ciança que desde pequeno começou a colaborar com a musica clássica e a compor algumas musicas clássicas, sacras como também a ópera.
Desejo que o programa e a rubrica dure e que continue a falar destes compositores, porque até, é muito bom lembrar às pessoas que embora estes compositores tenham morrido, não estão esquecidos de forma alguma e que deixaram no Mundo grandes obras musicais.
Assim despeço me com um grande abraço, e faço votos que a Sofia como o Alberto continuem a fazer o que têm feito. Os meus sinceros parabéns.

Alberto Velez Grilo disse...

Caro Ricardo. Muito obrigado pelo seu comentário.
Mozart merece. Vai certamente ser mencionada em várias das minhas rubricas no Lado a Lado.

Cumprimentos

Anónimo disse...

Meu nome é Leidinária sou admiradora incondicionál de MOZART, gostaria de saber como eu faço para adquirir esse CD com essa opera a FLAUTA MAGICA. Por favor caso voceis saibão me informe onde posso comprar-lá. Muito obrigada.

Alberto Velez Grilo disse...

Cara Leidinária

A Flauta Mágica é das ópera de Mozart mais gravadas em CD, pelo que qualquer discoteca com uma secção de música clássica deverá ter vária gravações desta ópera.

Caso queira comprar na Inernet sugiro-lhe a Amazon. Em www.amazon.co.uk

Cumprimentos